sexta-feira, novembro 30, 2012
Governo anuncia 100% dos royalties futuros do petróleo para educação
A presidente da República, Dilma Rousseff, sancionou com vetos, nesta
sexta-feira, o projeto de lei aprovado no Congresso Nacional que
modifica a distribuição de royalties do petróleo no País. Dilma
reajustou a lei por meio de uma medida provisória, preservando os
recursos de produção já contratados e determinando que a totalidade dos
recursos futuros vá para educação. Além disso, 50% do Fundo Social do
pré-sal, a partir do ano que vem, será destinado para a área educacional.
Continue lendo no Terra.
quinta-feira, novembro 29, 2012
Prêmio Márcio Ayres divulga os finalistas da 5ª edição
Pesquisadores e educadores selecionaram seis pesquisas classificadas para a última etapa do concurso voltado para estudantes do ensino fundamental e médio
Agência Museu Goeldi -
O Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG) e a organização
não-governamental Conservação Internacional (CI-Brasil) anunciam os
finalistas da quinta edição do Prêmio José Márcio Ayres para Jovens Naturalistas,
destinado a estudantes do Estado do Pará matriculados nos níveis de
ensino Fundamental e Médio. Duas pesquisas do ensino fundamental e
quatro do ensino médio foram classificadas entre os trabalhos inscritos
no Prêmio, cujo prazo para inscrição encerrou no dia 30 de outubro.
São todas pesquisas individuais que tem como foco a diversidade
biológica da Amazônia, desenvolvidas em Belém, Igarapé-Miri, São
Domingos do Capim e Marajó. É a primeira vez que na disputa pelo Prêmio
concorrem apenas escolas do sistema público de ensino.
Entre os alunos do ensino médio estão classificados os alunos:
Entre os alunos do ensino médio estão classificados os alunos:
Janilce Batista, do 3º ano,com o trabalho “A mandioca e o sistema de engorda de peixes em São domingos do Capim”. Ela concorre pela escola E.E.E.F.M. Augusto Meira e conta a orientação da professora Edna Gualberto.
André Paiva, do 2º ano, com o trabalho “Estudo sobre abelhas sem ferrão amazônicas”. Ele concorre pelo colégio E.E.F.M. Tenente Rego Barros e conta com a orientação do professor Francisco Melo.
Carmen Nascimento, do 1º ano, com o trabalho “Artrópodes no Ambiente escolar em área urbana de Belém- Pará”. Ela concorre pela escola E.E.E.M. Prof.ªAlbanízia de Oliveira Lima e conta com a orientação do professor Cide Filho.
Railson dos Santos, do 1º ano, com o trabalho “Dicionário ilustrado semi-sistemático da botânica do açaí”. Ele concorre pelo colégio E.E. Enedina Sampaio de Melo e conta com a orientação da professora Alderona Gonçalves.
Entre os alunos de ensino fundamental, os finalistas foram:
André Tavares, da 8ª série, com o trabalho “Arara azul: em processo avançado de extinção”. Ele concorre pelo colégio E.E.E.M. Vilhena Alves e conta com a orientação das professoras Cacilda Silva e Márcia.
Bryan Bradbury, da 7ª série, com o trabalho “A Importância Ecológica das Relações Interespecíficas em Rosetas de Bromélias”. Ele concorre pelo colégio E.E.F.M. José Maria de Moraes e conta com a orientação da professora Denilce dos Santos.
Erick Bradbury,
da 8ª série, com o trabalho “Unidos Para Vencer: uma análise da
evolução adaptativa das Bromélias”. Ele concorre pelo colégio E.E.F.M.
José Maria de Moraes e conta com a orientação do professor Roger
Bradbury.
Nesta edição, diversos trabalhos foram desclassificados ao terem sido entregues fora do prazo, por não estarem acompanhados da documentação solicitada ou ainda pela pesquisa não estar relacionado a temática do concurso – a biodiversidade amazônica.
Criado em 2003, o Prêmio é fruto da parceria entre o Museu Paraense Emílio Goeldi e a Conservação Internacional do Brasil. Em sua quinta edição, conta com o apoio do projeto Escola da Biodiversidade Amazônica – Ebio, subprojeto do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia Biodiversidade e Uso da Terra na Amazônia.
Mais que um concurso, esta iniciativa é um processo educativo que incentiva os estudantes a investigarem a Biodiversidade Amazônica, com o objetivo de ampliar a divulgação e a discussão deste assunto nas escolas da rede pública e privada.
Premiação - Os prêmios a ser entregues são notebooks (primeiro lugar), máquina fotográfica digital (segundo lugar) e bicicleta (terceiro lugar). Além disso, haverá premiações para os professores orientadores (notebooks), para as escolas com melhores desempenhos (kit de publicações) e os municípios com mais capacidade de mobilização.
Os apoiadores do Prêmio Márcio Ayres incluem o Jornal O Liberal, a Fundação de Telecomunicações do Pará (Funtelpa), a Secretaria de Estado de Educação (Seduc), a Fundação Amazônia Paraense (Fapespa), o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).
Os finalistas da 5ª edição estarão no Parque do Museu Goeldi no dia 3 de dezembro de 2012, quando ocorre a avaliação oral, última etapa do Prêmio. Os vencedores serão anunciados no dia seguinte na cerimônia de encerramento da 5ª edição, no dia 4 de dezembro de 2012.
Serviço: 5ª Edição do Prêmio Márcio Ayres para Jovens Naturalistas. Tema Biodiversidade Amazônica. Mais informações no site do Prêmio, pelos telefones (91) 31823216/31823217 ou pelo e-mail premio@museu-goeldi.br
Nesta edição, diversos trabalhos foram desclassificados ao terem sido entregues fora do prazo, por não estarem acompanhados da documentação solicitada ou ainda pela pesquisa não estar relacionado a temática do concurso – a biodiversidade amazônica.
Criado em 2003, o Prêmio é fruto da parceria entre o Museu Paraense Emílio Goeldi e a Conservação Internacional do Brasil. Em sua quinta edição, conta com o apoio do projeto Escola da Biodiversidade Amazônica – Ebio, subprojeto do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia Biodiversidade e Uso da Terra na Amazônia.
Mais que um concurso, esta iniciativa é um processo educativo que incentiva os estudantes a investigarem a Biodiversidade Amazônica, com o objetivo de ampliar a divulgação e a discussão deste assunto nas escolas da rede pública e privada.
Premiação - Os prêmios a ser entregues são notebooks (primeiro lugar), máquina fotográfica digital (segundo lugar) e bicicleta (terceiro lugar). Além disso, haverá premiações para os professores orientadores (notebooks), para as escolas com melhores desempenhos (kit de publicações) e os municípios com mais capacidade de mobilização.
Os apoiadores do Prêmio Márcio Ayres incluem o Jornal O Liberal, a Fundação de Telecomunicações do Pará (Funtelpa), a Secretaria de Estado de Educação (Seduc), a Fundação Amazônia Paraense (Fapespa), o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).
Os finalistas da 5ª edição estarão no Parque do Museu Goeldi no dia 3 de dezembro de 2012, quando ocorre a avaliação oral, última etapa do Prêmio. Os vencedores serão anunciados no dia seguinte na cerimônia de encerramento da 5ª edição, no dia 4 de dezembro de 2012.
Serviço: 5ª Edição do Prêmio Márcio Ayres para Jovens Naturalistas. Tema Biodiversidade Amazônica. Mais informações no site do Prêmio, pelos telefones (91) 31823216/31823217 ou pelo e-mail premio@museu-goeldi.br
CALENDÁRIO DE AVALIAÇÃO DO PJMA
Avaliação oral: 03/12/12
Premiação: 04/12/12
Texto: Fernando Cabezas
noticia no site do Museu Paraense Emilio Goeldi
quarta-feira, novembro 28, 2012
Turmas 2T2 / 2T4 - Escola Magalhães Barata
Car@s alunos,
- Sobre o Movimento Negro, transcrevo
Nas aulas do dia 14 de novembro iniciamos nossa atividade que completa a terceira avaliação.
- Sobre o Movimento Negro, transcrevo
O Brasil é o país que tem a maior
população de negros fora da África. Nossos antepassados foram trazidos
para cá e além de serem escravizados passaram por um processo de
‘aculturação’, sendo obrigados a deixarem de praticar suas linguagens,
religiões e costumes adotando práticas europeias.
1- Explique o significado de aculturação, relacione com o povo africano no contexto da colonização brasileira, dando exemplo do processo.
- Sobre conquistas dos militantes negros, transcrevo
Também em 1988 comemorou-se o centenário da Abolição, que culminou numa série de manifestações e protestos por partes dos militantes negros. Duas reivindicações viraram leis e entraram para a Constituição: a criminalização do racismo (Artigo 5º) e o reconhecimento de propriedade das terras de remanescentes de quilombos (Artigo 68 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias).
2- Foi no Estado do Pará, no município de Oriximiná, que pela primeira vez uma comunidade quilombola recebeu o título coletivo de suas terras, no ano de 1995. Pesquise e informe o número de comunidades quilombolas existentes no Pará; sobre as comunidades quilombolas do Marajó, informe quais foram as que receberam titulação em 2012.
Envie suas respostas via comentários.
Capriche no português.
Identifique-se.
Fonte de pesquisa
http://www.cpisp.org.br/comunidades/html/i_brasil_pa.html
Também em 1988 comemorou-se o centenário da Abolição, que culminou numa série de manifestações e protestos por partes dos militantes negros. Duas reivindicações viraram leis e entraram para a Constituição: a criminalização do racismo (Artigo 5º) e o reconhecimento de propriedade das terras de remanescentes de quilombos (Artigo 68 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias).
2- Foi no Estado do Pará, no município de Oriximiná, que pela primeira vez uma comunidade quilombola recebeu o título coletivo de suas terras, no ano de 1995. Pesquise e informe o número de comunidades quilombolas existentes no Pará; sobre as comunidades quilombolas do Marajó, informe quais foram as que receberam titulação em 2012.
Envie suas respostas via comentários.
Capriche no português.
Identifique-se.
Fonte de pesquisa
http://www.cpisp.org.br/comunidades/html/i_brasil_pa.html
terça-feira, novembro 27, 2012
Turma M1MJ01 - Escola Vilhena Alves
Para completar nossa terceira Avaliação, faremos uma atividade referente ao tema Cidadania.
Inicialmente assista ao vídeo:
Inicialmente assista ao vídeo:
No desenvolvimento de nossos conteúdos que tratam da conscientização sobre a importância da cultura e do povo africano na formação da cultura brasileira, é interessante que conheçamos um pouco mais sobre o Dia da Consciência Negra, comemorado em 20 de novembro, conforme estabelecido pelo projeto lei número 10.639, no dia 9 de janeiro de 2003.
Acessem o link de uma postagem do Espaco Educar.
Após a leitura, compare as taxas de analfabetismo referentes aos Indicadores Sociais do IBGE (2000) com as divulgacões de 2011. Acesse o portal Aprendiz UOL para obter os dados e depois prepare sua resposta.
Envie através de comentário. Nao esqueça de se identificar.
Bom trabalho!
terça-feira, novembro 20, 2012
Dia da Consciência Negra
Assisti ao trecho do filme Em minha Terra (Country of my skull) no blog Aprendizagem Digital
e selecionei para postagem de hoje, Dia da Consciencia Negra.
Humanidade para todos!
Pan-africanismo e negritude
No blog da Professora Nelza Jaqueline
http://nelzajaque.blogspot.com.br/2012/11/pan-africanismo-e-negritude.html
http://nelzajaque.blogspot.com.br/2012/11/pan-africanismo-e-negritude.html
sábado, novembro 17, 2012
Estado Moderno
Para as Turmas do segundo ano, texto sugerido
Estado, Nação e Nacionalismo - como usar corretamente esses conceitos.
Estado, Nação e Nacionalismo - como usar corretamente esses conceitos.
Leia aqui.
As teorias sociológicas sobre o Estado nos levam a Marx, por exemplo. Em 1948, no Manifesto comunista, Marx e Engels afirmaram que os dirigentes do Estado Moderno funcionavam como um comitê executivo da classe dominante (burguesia).
Assista ao video (em desenho)
As teorias sociológicas sobre o Estado nos levam a Marx, por exemplo. Em 1948, no Manifesto comunista, Marx e Engels afirmaram que os dirigentes do Estado Moderno funcionavam como um comitê executivo da classe dominante (burguesia).
Assista ao video (em desenho)
quarta-feira, novembro 14, 2012
Ação em e para Direitos Humanos

Tema: 20 de novembro, Dia da Consciência Negra
Zumbi dos Palmares
“A cada novo 20 de novembro, Zumbi se
espraia, amplia o seu território na consciência nacional, empurra para
os subterrâneos da história seus algozes, que foram travestidos de
heróis".
Sueli Carneiro. Car@s alunos,
Com base nos Planos Nacionais de Educação em Direitos Humanos - PNEDH (de 2003 e 2006), em que a Educação deve ser compreendida como um processo sistemático e multidimensional que orienta a formação de direitos, cito uma das dimensões que devem ser articuladas com o objetivo de que todos conheçamos e respeitemos os direitos humanos:
(...) formação de uma consciência cidadã capaz de se fazer presente nos níveis cognitivo, social, ético e político.
O respeito à diversidade sociocultural, aos princípios de cidadania e da dignidade humana estão inseridos na dimensão citada e foram semeados através dos conteúdos e das diversas discussões em sala-de-aula. Para efetivar tais valores estamos iniciando uma das ações que tem o propósito de fazê-los conhecer melhor a história e o conteúdo do Vinte de Novembro.
Quando tudo aconteceu...
1600: Negros fugidos
ao trabalho escravo nos engenhos de açúcar de Pernambuco, fundam na
serra da Barriga o quilombo de Palmares; a população não pára de
aumentar, chegarão a ser 30 mil; para os escravos, Palmares é a Terra
da Promissão. - 1630: Os holandeses invadem o Nordeste brasileiro. - 1644: Tal como antes falharam os portugueses, os holandeses falham a tentativa de aniquilar o quilombo de Palmares. - 1654: Os portugueses expulsam os holandeses do Nordeste brasileiro. - 1655: Nasce Zumbi, num dos mocambos de Palmares - 1662 (?):
Criança ainda, Zumbi é aprisionado por soldados e dado ao padre
António Melo; será baptizado com o nome de Francisco, irá ajudar à
missa e estudar português e latim. - 1670: Zumbi foge, regressa a Palmares. - 1675:
Na luta contra os soldados portugueses comandados pelo Sargento-mor
Manuel Lopes, Zumbi revela-se grande guerreiro e organizador militar. -
1678: A Pedro de Almeida, Governador da capitania de
Pernambuco, mais interessa a submissão do que a destruição de Palmares;
ao chefe Ganga Zumba propõe a paz e a alforria para todos os
quilombolas; Ganga Zumba aceita; Zumbi é contra, não admite que uns
negros sejam libertos e outros continuem escravos. - 1680: Zumbi impera em Palmares e comanda a resistência contra as tropas portuguesas. - 1694: Apoiados pela artilharia, Domingos Jorge Velho e Vieira de Mello comandam o ataque final contra a Cerca do Macaco,
principal mocambo de Palmares; embora ferido, Zumbi consegue fugir. - 1695, 20 de Novembro: Denunciado por um antigo companheiro, Zumbi é localizado, preso e degolado.
Palavras de Matilde Ribeiro
quando Ministra da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial no periodo 2003 a 2008...
“A luta pela liberdade dos negros brasileiros jamais cessou. Em 1971,
um significativo capítulo de nossa história vinha à tona pela ação de
homens e mulheres do Grupo Palmares. Lá do Rio Grande do Sul era
revelada a data do assassinato de Zumbi, um dos ícones da República de
Palmares. Passados sete anos, ativistas negros reunidos em congresso do
Movimento Negro Unificado contra a Discriminação Racial cunharam o 20 de
novembro como Dia da Consciência Negra. Em 1978, era dado o passo que
tornaria Zumbi dos Palmares um herói nacional, vinculado diretamente à
resistência do povo negro.
Herdamos os propósitos de Luiza Mahin, Ganga Zumba e legiões de
homens e mulheres negras que se rebelaram a um sistema de opressão.
Lançaram mão de suas vidas a se conformarem com a prisão física e de
pensamento. Contrapuseram-se ante às tentativas de aniquilamento de seus
valores africanos e contribuíram com seus saberes para a fundação e o
progresso do Brasil.
Orgulhosamente, exaltamos nossa origem africana e referendamos a
unidade de luta pela liberdade de informação, manifestação religiosa e
cultural. Buscamos maior participação e cidadania para os
afro-brasileiros e nos associamos a outros grupos para dizer não ao
racismo, à discriminação e ao preconceito racial.(...)"
Para saber mais sobre O espirito do Vinte acesse a página 35 do livro Educação e Ações Afirmativas - entre a injustica simbólica e a injustiça econômica:
O Vinte de Novembro, em seu primeiro ato evocativo, de 1971, é um marco divisório no período pós-abolicionista, demarcando ao mesmo tempo o início de uma nova época, digamos contemporânea, a do que se convencionou chamar Movimento Negro.
Saiba mais sobre esse Movimento: |
O Brasil é o país que tem a maior
população de negros fora da África. Nossos antepassados foram trazidos
para cá e além de serem escravizados passaram por um processo de
‘aculturação’, sendo obrigados a deixarem de praticar suas linguagens,
religiões e costumes adotando práticas europeias.
O movimento negro tem por objetivo não
deixar esmorecer e resgatar essa cultura afro- brasileira, rebatendo a
rígida desigualdade e a segregação racial que ainda atinge o povo negro.
O movimento negro é uma batalha travada contra o senso comum. Numa
sociedade onde se assume que existe preconceito racial é contraditória a
afirmação que não há discriminação e racismo pessoal.
Que ele é presente (o racismo), estamos
fadigados e experientes no assunto, a questão é: onde o racismo
atrapalha, rouba, diminui, fere, interfere, omite, engana, diferencia a
população negra que constitui toda uma nação de outra raça? Aí está a
chave. Aí entra o movimento negro, numa armadura e resistência coletiva
de uma raça presente e atuante.
O Estado é o personagem responsável em
garantir a equidade, porém, se esta instituição age de forma ativamente
contrária ou de forma omissa em seus serviços de policiamento, saúde
pública, geração de renda e trabalho, educação; permitindo que a
discriminação racial, ainda nos dias de hoje, faça parte do seu sistema;
então temos algo além de problemas sociais, o Estado produz um
retrocesso, um apartheid.
Todavia, a nação se estrutura em outros
pilares, além do Estado, que envolve escolas, famílias, templos
religiosos, universidades e empresas. Essas organizações já deveriam
estar desconstituídas de sua hereditariedade e rompidas de suas
tradições e dogmas racistas, com representantes de diversas raças e
etnias partindo do princípio que a nação brasileira é constituída de
múltiplas determinações raciais (Ribeiro, 2005 ). Concluímos que o
racismo tem efeito letal e em massa.
Aí atua toda a essência do movimento
negro, não se baseando apenas em probabilidades e teorias, mas em fatos
empíricos experimentados nas diversas ramificações dos negros na
sociedade.
O movimento está diretamente ligado às
lutas não só contra o racismo e a discriminação racial, mas também a
xenofobia e intolerâncias correlatas.
No Brasil lembramos dos grandes marcos
como Zumbi, Revolta dos Malês, Chibata e tantas representações de luta e
resistência do povo negro (como acompanhamos em outras matérias da
Revista do Portal Raízes). O movimento negro é resultado de uma série de
manifestações decorrentes de um processo histórico. Não se pode dizer
onde ele nasce ou especificar algum lugar determinado, tal afirmação nos
limita, nos tira de uma visão de alpinista para nos deitar num
acolchoado particular. A amplitude do movimento negro é um conjunto de
manifestações que surgem de inquietações individuais e coletivas.
Mas sem dúvida as manifestações
contemporâneas do movimento negro no Brasil foram influenciadas pelos
diversos atos anti- discriminatórios que ocorreram nos Estados Unidos na
década de 60. No referido período o Brasil vivia sob o regime político
militar altamente repreensivo contra as reivindicações de massa, mas é
neste contexto que o movimento negro inicia as suas articulações no
país.
O Serviço Nacional de Informações (SNI),
órgão responsável em coordenar as atividades de informação e
contra-informação em todo o país, produziu inúmeros relatórios à
Segurança Nacional durante o regime militar. Em 14 de julho de 1978
foram relatados os primeiros indícios do Movimento Negro Unificado, o
MNU, nas portas do Teatro Municipal no centro da capital paulista. Uma
concentração motivada a denunciar toda indução racista e organizar a
comunidade negra.
A partir de 1988 surgem algumas
publicações voltadas para a questão racial. Por exemplo, o “Treze de
Maio”, do Rio de Janeiro; “O Exemplo”, de Porto Alegre; em São Paulo as
denúncias raciais eram feitas pela “imprensa negra paulista”. Ainda em
1920 surge os fundadores da Frente Negra Brasileira que depois tornou-se
um partido político em 1936 sendo extinto logo em seguida pelo Estado
Novo um ano depois. Em 1940. Histórias contadas a partir de entrevistas
orais foram objeto de estudos por pesquisadores do movimento negro muito
tempo depois.
Também em 1988 comemorou-se o centenário
da Abolição, que culminou numa série de manifestações e protestos por
partes dos militantes negros. Duas reivindicações viraram leis e
entraram para a Constituição: a criminalização do racismo (Artigo 5º) e o
reconhecimento de propriedade das terras de remanescentes de quilombos
(Artigo 68 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias).
No mesmo ano a Igreja Católica lança a
Campanha da Fraternidade: “A Fraternidade e o Negro”, com o lema: “Ouvi o
clamor desse povo”, introduzindo o debate da questão racial no seio da
igreja. Daí surge a Pastoral Afro Brasileira e a Associação de Padres
Negros (APNs).
Em 1995 foi elaborada em Brasília a
marcha em homenagem aos trezentos anos da morte de Zumbi dos Palmares.
Fernando Henrique Cardoso em seu primeiro ano de governo cria o Grupo de
Trabalho Interministerial para a Valorização da População Negra, dando a
partida nas primeiras iniciativas de ações afirmativas na administração
pública federal.
E 2001 foi o ano da III Conferência
Mundial de Combate ao Racismo, realizada na cidade de Durban, na África
do Sul, que mobilizou o governo e as entidades do movimento negro em sua
preparação e resultou em novos acontecimentos, como a reserva de vagas
para negros em algumas universidades do país e novos compromissos
assumidos pelo Estado em âmbito internacional. Resumindo Durban foi um
marco para a discussão de políticas afirmativas no Brasil. A
intolerância em relação às religiões de matrizes africanas também passou
a ser mais debatida em fóruns e congressos, obtendo respaldo na esfera
política. Enfim, mesmo gerando polêmica, a questão racial saiu de baixo
dos tapetes e começou de fato a ser discutida pela sociedade brasileira.
Atualmente o movimento negro é composto
por uma grande quantidade de coletivos que muitas vezes divergem entre
si nas reivindicações de políticas públicas, como no caso das cotas e do
Estatuto da Igualdade Racial. Não há consenso no movimento negro hoje
sobre esses dois assuntos.
A unanimidade pode ser observada na luta
pela implementação da Lei 10.639, que prevê a obrigatoriedade do ensino
da África e do negro no Brasil nas escolas de todo o país. A causa dos
quilombolas também tem a adesão do movimento como um todo.
Sem falar na luta contra a discriminação
racial, aonde todos defendem a aplicabilidade da lei de discriminação
racial, crime considerado inafiançável pela Constituição, mas pela falta
de conhecimento muitas vezes ela é confundida com o crime de injúria e
difamação, cuja pena é bem mais leve.
Contudo essa militância vem buscando por
viés político, educacional, ideológico, cultural, religioso, gênero,
artístico, entre outros a real e total liberdade em todas áreas,
buscando boa qualidade de vida, desmarginalização, educação, inserção
social, melhor moradia e saúde para o povo negro.
O Estatuto da Igualdade Racial passa a vigorar em 20 de outubro de 2010 em todo o pais...
Leia aqui a síntese do Estatuto, lei que data de 20 de julho de 2010, tendo tramitado por sete anos entre a Câmara e o Senado Federal.
A seguir assista ao vídeo sobre a data comemorativa:
Para melhor ilustrar questões como o racismo, discriminação e preconceito racial, vamos assistir ao vídeo Racismo e Igualdade:
Saiba mais sobre a luta pelo fim da discriminação racial no pais :
Agora reflita sobre tudo o que leu e assistiu. O debate estará aberto em sala-de-aula e as questões a serem resolvidas serão aplicadas em aula posterior ao debate.
Outras fontes consultadas:
http://www.sedh.gov.br/promocaodh
http://www.planalto.gov.br/seppir/20_novembro/apres.htm
http://portalraizes.org/
Ilustrando...
terça-feira, novembro 13, 2012
segunda-feira, novembro 12, 2012
quarta-feira, novembro 07, 2012
domingo, novembro 04, 2012
Redação trata da imigração para o Brasil no Século XXI
O tema da redação do Exame Nacional do Ensino Médio 2012 é: O Movimento
Imigratório para o Brasil no Século XXI. O exame deste domingo, 4,
segundo dia de prova, aborda Linguagens, Códigos e suas Tecnologias,
Matemática e suas tecnologias e a Redação, em cinco horas e meia de
prova.
Continue lendo no portal do MEC.
sábado, novembro 03, 2012
Enem / 2012 - Gabaritos das Provas de 03 e 04 de novembro

Gabaritos das provas de Ciencias Humanas e da Natureza e suas Tecnologias no Terra.
Gabaritos das provas de Codigos e Linguagens e de Matematica e suas Tecnologias no Terra.
Aqui os gabaritos dos cursinhos Etapa e Anglo.
Oficialmente os gabaritos devem ser divulgados pelo Inep no dia 07 de novembro.
Postagem editada.
quinta-feira, novembro 01, 2012
Enem - Candidato deve ficar atento para não confundir o horário
Os inscritos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2012 devem
ficar atentos aos horários das provas em seus estados. Com o início do
horário de verão, no domingo, 21, os relógios foram adiantados em uma
hora em 11 estados. O Enem será realizado no sábado, 3, e no domingo, 4.
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