sexta-feira, setembro 14, 2012

sexta-feira, setembro 07, 2012

Independência

"Liberdade é uma palavra que o sonho humano alimenta, não há ninguém que explique e ninguém que não entenda." Cecília Meireles


7 de setembro - Independência do Brasil 
Hino da Independência, criado logo após o 7 de setembro. A letra do hino é de Evaristo da Veiga e a música de D. Pedro I:

Já podeis, da Pátria filhos,
Ver contente a mãe gentil;
Já raiou a liberdade
No horizonte do Brasil.

Brava gente brasileira!
Longe vá... temor servil:
Ou ficar a pátria livre
Ou morrer pelo Brasil.

Os grilhões que nos forjava
Da perfídia astuto ardil...
Houve mão mais poderosa:
Zombou deles o Brasil.

Brava gente brasileira!
Longe vá... temor servil:
Ou ficar a pátria livre
Ou morrer pelo Brasil.

Não temais ímpias falanges,
Que apresentam face hostil;
Vossos peitos, vossos braços
São muralhas do Brasil.

Brava gente brasileira!
Longe vá... temor servil:
Ou ficar a pátria livre
Ou morrer pelo Brasil.

Parabéns, ó brasileiro,
Já, com garbo varonil,
Do universo entre as nações
Resplandece a do Brasil.

Brava gente brasileira!
Longe vá... temor servil:
Ou ficar a pátria livre
Ou morrer pelo Brasil.
______________________________________

Glossário:

- Brava: valente
- Servil: relativo a servo, subserviente
- Grilhões: corrente de metal
- Perfídia: deslealdade, traição
- Astuto: habilidoso para fazer o mal
- Ardil: artimanha, estratégia
- Ímpias: cruéis
- Falanges: tropa, legião
- Hostil: inimigo
- Garbo: elegância, porte
- Varonil: viril, esforçado.

segunda-feira, setembro 03, 2012

A participação da Escola Vilhena Alves

contou com a colaboração e incentivo da Diretora, dos Vice-Diretores, Técnicos, pessoal de Apoio e Professores aos Alunos representantes no Desfile Escolar:


"Nos meses que antecedem a apresentação, os milhares de estudantes que fazem partes das bandas marciais, de fanfarra e sinfônicas dedicam horas em ensaios. De “Cavalo Manco”, da Banda Calypso, apresentada pela banda de fanfarra da Escola Vilhena Alves, ao “Tema da Vitória”, do maestro Eduardo Souto Neto, pela banda do Instituto Estadual de Educação do Pará (Ieep), os grupos se destacaram um a um."

Fonte: http://www.seduc.pa.gov.br/portal/index.php?action=Destaque.show&iddestaque=1642&idareainteresse=1

A Escola Deodoro de Mendonça no Desfile Escolar

A belíssima apresentação da Escola contou com a participação da Diretora, Técnicos, Professores, Secretaria e Alunos.

domingo, setembro 02, 2012

Magalhães Barata

'Dedicação – A organização e as cores vibrantes dos pelotões do Colégio Estadual Magalhães Barata também foram destaque do desfile.'


Foto:  Rai Pontes/Ascom/SEDUC
http://www.agenciapara.com.br/fotos.asp

E "as minhas fotos":

  
A excelente apresentação contou com a participação do Diretor, Vice-Diretoras, Técnicos, pessoal da Secretaria, de Apoio, Professores e Alunos.

sábado, setembro 01, 2012

Mudança curricular no ensino médio divide educadores no Brasil

O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, anunciou nesta semana que, em outubro, a pasta fará uma reunião para definir mudanças e incentivos para o ensino médio. A reunião tratará da reformulação curricular, proposta pelo MEC na segunda quinzena de agosto. A ideia é que o currículo seja organizado nas quatro áreas do conhecimento exigidas no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) - matemática e suas tecnologias; linguagens, códigos e suas tecnologias; ciências da natureza e suas tecnologias e ciências humanas e suas tecnologias. Atualmente, o ensino médio da rede pública tem 13 disciplinas obrigatórias, mas pode chegar a 19 com as opcionais.


Frente aos maus resultados do ensino médio no Índice de Desenvolvimento do Ensino Básico (Ideb), Mercadante defende que um currículo mais flexível e menos fragmentado pode melhorar o desempenho nessa área. Segundo o ministro, focar o ensino no Enem seria uma forma de atender às expectativas dos alunos, que, com a valorização do exame na entrada na universidade, vão cobrar principalmente uma coisa das escolas: passar no vestibular.

O professor Ocimar Munhoz Alavarse, da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP), no entanto, considera a proposta "estranha". "Essa posição diante dos resultados (do Ideb), sem um estudo aprofundado, é complicada. É preciso investigar, mas, pessoalmente, estou convencido de que número de disciplinas não é o maior problema - embora haja, de fato, muitas disciplinas", avalia. O educador também critica a proposta de utilizar o Enem como modelo para o ensino médio, inclusive para sua avaliação. "É dar um poder muito grande ao Enem. Nós podemos repensar o currículo, mas sem misturar as coisas. O Enem não tem tanto poder, nem deve ter", argumenta.

Para o professor, outras questões influenciam no baixo desempenho, como a falta de infraestrutura das escolas. No entanto, para ele, a questão principal é a formação e a contratação dos professores. Ele destaca que o ensino médio sempre teve dificuldades no recrutamento de profissionais qualificados. "Além disso, como nossos professores são formados? Por disciplinas", diz Alavarse, expondo uma das principais preocupações diante à reformulação: a adaptação dos docentes ao novo currículo.

O professor Chico Soares, que integra o grupo de avaliação e medidas educacionais da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Minas Gerais, acredita que o processo é inverso. "Todos falam na formação do professor como se fosse um problema, mas antes de decidirmos como ele será formado, temos que saber o que ele irá ensinar. O ensino médio não tem solução antes que se mude o projeto dele", defende, ressaltando que o plano ainda está sendo discutido e que não há nada pronto para ser implementado.

Para Soares, houve um "ruído" na compreensão da nova proposta de ensino. Primeiramente, ele destaca que não se sugere uma "fusão" das 13 disciplinas em quatro áreas, mas sim dar foco e profundidade ao conhecimento. "A proposta é focar as competências. Nosso currículo tem 1 km de extensão e 5 cm de profundidade", declara. O educador acredita que as aulas devam ser direcionadas para aspectos práticos da vida do aluno.

Klinger Marcos Barbosa Alves, 2º vice-presidente do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), concorda com Soares ao dizer que ainda há mais perguntas do que respostas na mudança do ensino médio e que a proposta ainda está em construção. "Precisamos saber como isso será feito, como juntaremos as áreas sem prejudicar conteúdos", afirma. Para ele, assim como para Alavarse, um dos pontos mais polêmicos da proposta é a formação dos professores.

"É um novo perfil de formação do professor. Hoje, há licenciaturas específicas, são linhas que têm currículos e diretrizes nacionais. Esse docente deverá ter preparação para pensar o trabalho de forma diferente, e isso tem impacto nos currículos. Também precisamos pensar nos professores que já estão formados", diz.

O secretário aponta, contudo, outras questões que devem ser discutidas para a melhoria do ensino, como a evasão escolar. "O aluno já entra no ensino médio com dificuldade, com uma formação ruim, algo que já vem do ensino fundamental. Precisamos descobrir como trazer e manter o estudante na escola", afirma. Alves acrescenta à lista de dificuldades a pressão que o aluno sofre da família, que exige que ele trabalhe, o que tira tempo dos estudos.

"Talvez acoplamento em quatro áreas seja necessário, mas não seja a única medida que deva ser tomada", conclui o secretário, destacando a dificuldade, sob ponto de vista pedagógico, de manejar tantos professores no currículo atual.

domingo, agosto 12, 2012

Calendário de provas na Escola Deodoro de Mendonça

Data/horário           Turma           Disciplina  

13/08 - 08:00            802               Estudos Amazônicos

13/08 - 10:00            J-01               Sociologia

20/08 - 08:00            202               Sociologia
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Boas provas.

Feliz Dia dos Pais

terça-feira, julho 24, 2012

Inscrições para o Prise e Prosel 2013/UEPA


notícias - 23.07.2012

Uepa divulga editais dos Processos Seletivos 2013

Inscrições iniciam em 7 de agosto e seguem até o dia 9 de setembro, pelo site da Uepa. Provas serão aplicadas nos dias 2,3, e 16 de dezembro.

A partir do dia 7 de agosto até 9 de setembro, a Universidade do Estado do Pará (Uepa) está com inscrições abertas para o Processo Seletivo (Prosel) 2013 e para o Programa de Ingresso Seriado (Prise). As inscrições ocorrerão somente pelo site www.uepa.br ouwww.prodepa.psi.br/uepa. Para os candidatos contemplados com isenção parcial ou integral, as inscrições seguem no mesmo período. Os editais da seleção foram divulgados nesta segunda-feira (23), no Diário Oficial do Estado (DOE).
Confira aqui

O Prosel é específico para alunos concluintes do Ensino Médio, enquanto que o Prise é destinado aos alunos que estão cursando uma das três séries do Ensino Médio. Na inscrição, o candidato escolhe se será com ou sem isenção, em seguida o processo seletivo que deseja participar, e então preenche os dados pessoais. Os candidatos isentos necessitam informar o número da solicitação de isenção com as três primeiras letras do nome.

No ato da inscrição, o candidato poderá optar pela Língua Inglesa, Língua Espanhola ou Língua Francesa. Entretanto, sem a escolha de uma das alternativas, será selecionada automaticamente a opção de Língua Espanhola.

A taxa de inscrição para o Prosel é R$ 60 e para o Prise R$ 35. O pagamento é feito em qualquer agencia bancária, casas lotéricas, caixas eletrônicos, redes de serviços de farmácias e postos de autoatendimento, no período de 07 de agosto a 10 de setembro. A inscrição só será confirmada após o pagamento.

A Diretoria de Acesso e Avaliação (DAA) homologará as inscrições até o dia 24 de outubro. Após 5 de novembro, os candidatos que acessarem o site www.uepa.br ou www.prodepa.psi.br/uepapoderão imprimir o cartão de confirmação de inscrição. Caso a inscrição não tenha sido homologada, o candidato se dirigirá a Reitoria da Uepa ou entrará em contato pelo e-mail correto@uepa.braté o dia 9 de novembro. 

O candidato com necessidades especiais deverá indicar no momento da inscrição os recursos necessários para que justifique o atendimento diferencial. Após preencher o formulário eletrônico, o candidato apresentará pessoalmente ou via Sedex, no protocolo da Diretoria de Acesso a Avaliação (DAA) da Uepa, localizada na Rua do Una, nº 156, Bairro do Telégrafo, os seguintes documentos: formulário de solicitação de atendimento especial disponibiliza no site da Uepa, laudo médico no original ou em cópia autenticada emitido nos últimos 12 meses e cópia do documento de identificação.

Provas
A primeira fase do Prosel e do Prise será realizada dia 2 de dezembro, a segunda e a terceira do Prosel seguem, respectivamente, nos dias 3 e 16 de dezembro. O Prise dá continuidade ao processo de seleção em 2013 e 2014.

No dia da prova, os candidatos deverão ter em mãos documento oficial com foto, como a carteira nacional de habilitação (novo modelo), carteira de identidade ou carteira de trabalho. Não será aceito CPF, títulos eleitorais, carteira de estudante, ou quaisquer documentos ilegíveis ou fotocópias. Caso o candidato esteja impossibilitado de apresentar os documentos originais por perda, roubo ou furto será necessário apresentar um atestado de registro da ocorrência em órgão policial, expedido há, no máximo, 90 dias.

Fonte: http://www.uepa.br/portal/ascom/ler_detalhe.php?id_noticia=1861423

Conteúdo programático

segunda-feira, julho 02, 2012

Como a sociedade moderna se organiza diante da felicidade

Presencia-se na atualidade uma concepção difundida de que a lógica capitalista, com o auxílio da publicidade, especula a felicidade como dependente da satisfação dos desejos materiais do homem.
Tal fato contraria a ótica do início do século 20, como observa o sociólogo Max Weber no livro A ética protestante e o espírito do capitalismo, onde eram as leis suntuárias que mostravam ao ser humano o que deveria ser consumido e o que era preciso fazer para ser feliz. Isso mostra como a sociedade moderna, por influência ou não da publicidade comercial, pode se organizar diante da felicidade. Nisto não parece haver implícita ideia religiosa que prometa o paraíso na vida eterna. Pelo contrário, como evidencia o pai da psicanálise, Sigmund Freud, talvez a felicidade consista em poder do narcisismo.
Nesse contexto, podemos deduzir que o discurso publicitário leva muitas vezes o indivíduo a acreditar naquilo que é dito e a lutarem e buscarem todo o prazer proporcionado pelo consumo daquilo que é anunciado. O significado das mercadorias associadas como valor de uso, passa a ser disseminado como dizendo respeito a características que representam o ideal de felicidade da sociedade, por exemplo. Para a publicitária e mestre em Sociologia pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) Lívia Valença da Silva, “esta felicidade abrange uma realização pessoal e profissional que envolve boa aparência e desenvoltura, aprovação social, conforto e bem-estar, estabilidade econômica, status, sucesso no amor e no mercado de trabalho, entre tantos outros elementos”.
 
Bens descartáveis
Seguindo essa linha de raciocínio, o psicanalista Jurandir Freire Costa, na obra A ética e o espelho da cultura, enfatiza que o homem tem muitas vezes a tendência de acompanhar as metamorfoses sociais, e com todas as mudanças no cotidiano, acaba moldando-se as mesmas, sem muitas vezes se questionarem. Mas, segundo o psicanalista, quando o sujeito se apercebe num emaranhado de atribuições disseminados pela publicidade que nem sempre foram pensadas e analisadas, é que chegam os conflitos e desamparos, porque perdem muitas vezes a noção de singularidade para serem mais um na multidão.
Com efeito, o sociólogo Jean Baudrillard frisa que na cultura do consumo, na qual o homem contemporâneo se encontra inserido: “Como a ‘criança-lobo’ se torna lobo à força de com ele viver, também nós, pouco a pouco nos tornamos funcionais. Vivemos o tempo dos objetos; quero dizer que existimos segundo seu ritmo e em conformidade com sua sucessão permanente” (trecho extraído do livro A sociedade do consumo).
Por conseguinte, e com todas as mudanças ocorridas no contexto social vigente, bem como a produção de bens materiais em larga escala, muitas vezes se sofre a influência dos bens produzidos. Contudo, esses bens propagandeados afiguram-se cada vez mais descartáveis, pois já não se tem mais quem herde o sentido moral e emocional que eles no início do século 20 materializavam. Isso fez o jornalista Arnaldo Jabor carecer que “o futuro virou uma promessa de aperfeiçoamento de produtos com uma velocidade que fez do presente um arcaísmo em processo, uma espécie de passado ao vivo em decomposição”.
 
Sistema publicitário é um código
Ademais, atualmente o pensamento mais comumente evocado parece com um gozo excessivo proporcionado pela conquista do desejo de consumo aspirado pelo indivíduo. Isso tem tornado os homens vivenciadores de crises de referências, como bem atestam alguns psicanalistas, à medida que percebem que não só a mídia (publicidade), mas, o meio que o cerca tem muitas vezes a capacidade de artificializar as relações humanas, fazendo com que não tenha vontade própria, realizando o desejo e a vontade dos outros e não as suas.
Essas crises referenciais, tomadas como categóricos da perenização do homem contemporâneo, alinham-se às tecnologias suscetíveis de mudanças e a evolução do reclamo comercial podendo ser pontuadas como “alicerçadas nas transformações sociais, subsequentes à conjunção do desenvolvimento das tecnociências, da evolução da democracia e do crescimento do liberalismo econômico, nos obrigando a interrogar a maioria das nossas certezas de ontem”, atesta o psicanalista norte-americano Charles Melman no seu livro O homem sem gravidade. Gozar a qualquer preço.
Mediante esse contexto, a propaganda comercial, que tem sido xingada por uns e bajulada por outros, se mostra também, como a mola propulsora do desenvolvimento democrático. O sistema publicitário, nada mais é que códigos que permitem traduções e ajustes de mensagens provenientes de lógicas distintas. Ou seja, através de códigos, um produto impessoal cria uma identidade que o caracteriza como inserida no universo humano, por mais distante que dele seja a origem.
 
Prazer, engajamento e significado
Assim, o contexto dos anúncios comerciais suspende a dúvida. proporciona ver o impossível e acreditar nele. É assistir ao mundo de “Ronaldo, o fenômeno do futebol”, por exemplo, e lutar por ele na perspectiva de uma felicidade plena e absoluta.
Na ótica de como foi exposta, a felicidade influenciada pela publicidade comercial, assemelha-se, parafraseando o psicanalista francês Jacques Lacan, como um imperativo do gozo. Ou seja, passamos de um tempo (início do século 20) em que à felicidade era um desejo, para o tempo em que a felicidade passou a ser uma ordem, um imperativo, onde se deve ser feliz, por meio do consumo de bens materiais publicizados, por exemplo. Nessa ceifa de ideias, o sociólogo Zygmunt Bauman, na obra O mal-estar na pós-modernidade, aborda o tema felicidade frente às transformações sociais, e comenta acerca dos conflitos, desamparos e crises referenciais vivenciadas pelo homem, fazendo um paralelo com o passado e o momento atual, dizendo: “Os mal-estares de anos atrás provinham de uma espécie de segurança que tolerava uma liberdade pequena demais na busca da felicidade individual. Os mal-estares atuais provêm de uma espécie de liberdade e procura do prazer que tolera uma segurança individual pequena demais”.
Nesse contexto, Freud se refere aos “mal-estares” da nossa civilização, como nada mais que uma economia libidinal baseada no gozar. Enquanto, por exemplo, a mais-valia sustenta a economia capitalista em Karl Marx, o gozo sustenta a economia libidinal no sujeito em Freud. Argumenta que o indivíduo enquanto goza, não só no concernente a sexualidade, mas também na aquisição de bens de consumo, considera-se feliz.
Tendo em vista o anúncio cobiçoso como disseminador da felicidade e, levando em consideração o desenvolvimento tecnocientífico que promete a felicidade através do Prozac, do apartamento à beira-mar, entre outras possibilidades, o psicólogo Martin Seligman, no livro Felicidade Autêntica, expressa algo muito interessante. Diz que o homem, aceitando suas limitações diante da felicidade, esta pode estruturar-se, entre outras possibilidades, na interface entre o prazer, o engajamento e o significado.
 
A história e as escolhas
Prazer, em se tratando da situação agradável de quando se ouve uma boa música ou se faz sexo. Já o engajamento é a profundidade de envolvimento da pessoa com sua vida. Finalmente o significado, como a sensação de que a vida faz parte de algo maior. Salienta também em suas pesquisas, que um dos maiores erros das sociedades contemporâneas é concentrar a busca da felicidade em apenas um dos três pilares, esquecendo os outros. Sendo que as pessoas escolhem justo o mais fraco deles; o prazer. Enfatiza que o engajamento e o significado são elos indispensáveis na vida do ser humano frente à felicidade.
Mas, como se pode perceber, levando em consideração tudo o que foi exposto aqui, a felicidade se mostra como um fenômeno ambivalente. Quanto mais se tenta formalizar, não só em termos propagandísticos, como outros, mas se mostra em processo de deformalização. O fato é que, para muitos felicidade pode ser o contrário de prazer. Para outros pode ser sinônimo. Contudo, quem não quer a felicidade, única, que satisfaça toda sua ânsia? Aqui compartilho com o teólogo Pedro Demo, na sua coletânea Dialética da Felicidade, que propõe o autoconhecimento como grande valia para se atingir a felicidade, tanto para se ter a noção mais concreta das nossas potencialidade como para conhecer mais sobre nossos defeitos.
Uma proposta semelhante à da psicanálise de Freud, que não ensina o caminho da felicidade mas faz com que se questione a história vivida e as escolhas, permitindo ao sujeito encontrar um sentido para sua própria história. Enfim, os aspectos concernentes à felicidade jungida aos bens materiais e ao desempenho da propaganda comercial, tendem a impressão de que existe um fosso cada dia maior entre os motivos que levam o sujeito a agir e os valores que julgam o que se faz no que diz respeito à busca da felicidade.
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Por Ronaldo Barbosa Lima em 26/06/2012 na edição nº 700

[Ronaldo Barbosa Lima é jornalista, Recife, PE]


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